
Mercedes-Benz G 100% Elétrico Em Produção: O Novo Mini-G Chega em 2026 Com Motor a Combustão
O Mercedes-Benz GLC elétrico finalmente entrou em produção na fábrica de Bremen, na Alemanha. O modelo, que teve a sua estreia mundial em setembro de 2025, é produzido na mesma linha de produção de onde saem não só as versões a combustão e híbridas como também o EQE. Esta integração representa um marco na estratégia de eletrificação da marca, posicionando o GLC como um dos pilares da sua transição para a mobilidade elétrica.
O modelo mais vendido da Mercedes-Benz continua a fazer «jus» à sua fama, mesmo nesta nova versão elétrica. Nos primeiros três meses do ano já registou mais encomendas do que qualquer outro modelo elétrico na história da marca. Este desempenho excecional demonstra a forte procura dos consumidores por alternativas sustentáveis que não comprometam o luxo e a performance que se esperam de um Mercedes-Benz.
As expectativas são, por isso, elevadas. Fique a saber tudo o que achámos do GLC elétrico, que já tivemos a oportunidade de conduzir por estradas nacionais:
Plataforma de 800 V e Autonomia Impressionante
O novo GLC elétrico assenta numa arquitetura elétrica de 800 V, e conta com uma nova geração de baterias. Esta tecnologia avançada permite um carregamento ultrarrápido, um dos principais desafios na adoção de veículos elétricos. Em apenas dez minutos é possível recuperar autonomia suficiente para percorrer até 305 km, em corrente contínua (DC). Esta capacidade de carregamento rápido elimina a ansiedade de autonomia que muitos condutores ainda sentem em relação aos elétricos.
A autonomia máxima chega aos 700 km (ciclo WLTP), mas apenas em combinação com o Pack Long Range Edition, disponível para o GLC 400 4MATIC com Tecnologia EQ. Este pacote adicional otimiza a eficiência energética do veículo, proporcionando uma experiência de condução mais longa e confortável sem necessidade de paragens frequentes para recarregar.
Performance de Topo Com Desempenho Elétrico
A versão de lançamento, GLC 400 4MATIC, conta com dois motores elétricos (um por eixo) e uma potência combinada de 360 kW (489 cv). Esta configuração proporciona uma aceleração impressionante, típica dos veículos elétricos de alta performance. A bateria é de 94 kWh úteis, garantindo uma distribuição de peso otimizada que melhora a dinâmica de condução.
As prestações estão à altura: 0 a 100 km/h em 4,3s e velocidade máxima de 210 km/h. Estes números colocam o GLC elétrico no patamar dos desportivos de luxo, demonstrando que a transição para a mobilidade elétrica não implica sacrifícios em termos de performance. A resposta imediata do acelerador, característica dos motores elétricos, proporciona uma sensação de agilidade e controlo que impressiona os condutores.
Em termos de consumo, o GLC 400 4MATIC com Tecnologia EQ apresenta valores entre 14,9 e 18,9 kWh/100 km. Estes números são bastante competitivos para um SUV deste tamanho e performance, especialmente considerando que o consumo real pode variar significativamente dependendo do estilo de condução e das condições da estrada.
O Mercedes-Benz GLC elétrico está disponível em Portugal a partir dos 78 mil euros. Este preço reflete a tecnologia avançada, os materiais de alta qualidade e o luxo associado à marca Mercedes-Benz, posicionando-o como um competidor forte no segmento premium de SUVs elétricos.
A Nova Identidade da Família G
À luz do que acontece com a AMG e a Maybach, a Mercedes-Benz prepara-se para fazer da letra “G”, que durante décadas identificou apenas um modelo, uma sub-marca com uma família de modelos. Esta estratégia visa expandir o apelo do icónico G-Wagon, alcançando um público mais alargado que deseja o prestígio e as capacidades do G-Wagon, mas talvez numa escala mais acessível ou com diferentes configurações de motorização.
O primeiro elemento desta ofensiva, por enquanto conhecido como Mini-G, já foi «apanhado» nos exigentes testes de inverno. Este novo modelo promete capturar o espírito off-road do G-Wagon, mas com uma abordagem mais compacta e versátil.
Mas as novidades mais recentes dizem respeito ao que se esconde sob a carroçaria. Inicialmente apresentado como um projeto exclusivamente elétrico, a verdade é que Markus Schäfer, diretor-técnico da Mercedes-Benz, nunca chegou a confirmar exatamente que motorizações estariam na sua base, deixando a porta aberta a outras possibilidades. Esta abertura estratégica permitiu à Mercedes-Benz ajustar o projeto às necessidades do mercado e às regulamentações ambientais em constante evolução.
Mild-Hybrid Também é uma Opção
Segundo a Autocar, agora há mais certezas que antes. O novo Mini-G — designação ainda por confirmar — também deverá estar disponível com motorizações a combustão. A confirmar-se, isto reflete uma mudança na estratégia da marca alemã, que procura equilibrar as exigências regulamentadas com as preferências reais dos consumidores. Muitos compradores ainda preferem a flexibilidade e a autonomia dos motores a combustão, especialmente para viagens longas ou em áreas com infraestrutura de carregamento limitada.
Em paralelo, a decisão surge numa altura em que as vendas do Mercedes-Benz Classe G 100% elétrico estão aquém do esperado. Ola Källenius, diretor-executivo da marca da estrela, já tinha deixado claro que os modelos com motor de combustão continuarão a ser vendidos para lá de 2030. Esta abordagem pragmática demonstra o compromisso da Mercedes-Benz com a sustentabilidade, mas também com a realidade do mercado atual.
O Que Podemos Esperar do Novo Mini-G?
Do lado elétrico, este modelo deverá recorrer a dois motores elétricos — um por eixo —, alimentados por uma bateria NMC de 85 kWh, que poderá permitir autonomias para lá dos 700 km em ciclo WLTP. Esta configuração garante não só performance mas também uma autonomia competitiva face aos modelos elétricos atuais.
Do lado da combustão, rumores apontam para a integração do mesmo bloco 1.5 turbo de quatro cilindros, associado a um sistema mild-hybrid de 48 V, que vemos equipar o novo CLA. Neste, as potências variam entre os 156 cv e os 211 cv. Esta opção de motorização mais acessível deverá atrair um público mais vasto que deseja a estética e o prestígio do G-Wagon, mas numa configuração mais económica e eficiente.
Independentemente da motorização escolhida, todas as versões deverão ser comercializadas exclusivamente com tração integral numa tentativa de replicar as capacidades do Classe G original. A tração integral é uma característica distintiva do G-Wagon, garantindo performance excecional em terrenos difíceis e consolidando a herança off-road da marca.
Plataforma Própria e Chassis de Longarinas
Engane-se, porém, quem pensa que se trata de um Classe G à escala. Pelo contrário, Markus Schäfer descreve o Mini-G como um projeto único e de caráter muito próprio, que terá muitos componentes únicos e partilhas limitadas com o «irmão» de maiores dimensões. Objetivo? Ter uma identidade muito própria. Esta abordagem inovadora permite à Mercedes-Benz explorar novas tecnologias e designs sem as restrições impostas pela arquitetura existente do G-Wagon.
Este novo elemento da família “G” vai assentar numa arquitetura específica, desenvolvida para garantir autenticidade máxima. Tudo indica que a Mercedes-Benz estará a desenvolver um novo chassis de longarinas, que apesar de ser uma solução pouco comum no segmento, é essencial para assegurar robustez fora de estrada. Esta escolha de engenharia demonstra o compromisso da marca em oferecer capacidades off-road genuínas, diferenciando o Mini-G dos SUVs urbanos que dominam o mercado.
Conclusão: O Futuro da Família G
A entrada em produção do Mercedes-Benz GLC elétrico marca um passo decisivo na estratégia de eletrificação da marca, com números de vendas iniciais que superam as expectativas. Este modelo demonstra que é possível aliar luxo, performance e sustentabilidade, estabelecendo um novo padrão no segmento premium de SUVs elétricos.
Paralelamente, a expansão da família “G” com o novo Mini-G em 2026 promete capturar o espírito icónico do G-Wagon numa configuração mais acessível e versátil. A disponibilidade de motorizações a combustão e elétricas reflete uma abordagem pragmática que visa satisfazer as diversas necessidades dos consumidores globais.
Com uma plataforma própria, chassis de longarinas e foco na autenticidade, o Mini-G está posicionado para se tornar um ícone moderno, combinando a herança off-road da Mercedes-Benz com as inovações tecnológicas do século XXI. Esta dualidade estratégica entre eletrificação total e opções de motorização mista solidifica a liderança da Mercedes-Benz na transição para a mobilidade do futuro, garantindo que a letra “G” continue a ser sinónimo de excelência por muitas décadas vindouras. Se procura um SUV que combine luxo