
O Mercedes-Benz GLC elétrico finalmente entrou em produção na fábrica de Bremen, na Alemanha. O modelo, que teve a sua estreia mundial em setembro de 2025, é produzido na mesma linha de produção de onde saem não só as versões a combustão e híbridas como também o EQE.
O modelo mais vendido da Mercedes-Benz continua a fazer «jus» à sua fama, mesmo nesta nova versão elétrica. Nos primeiros três meses do ano já registou mais encomendas do que qualquer outro modelo elétrico na história da marca.
As expectativas são, por isso, elevadas. Fique a saber tudo o que achámos do GLC elétrico, que já tivemos a oportunidade de conduzir por estradas nacionais:
Plataforma de 800 V
O novo GLC elétrico assenta numa arquitetura elétrica de 800 V, e conta com uma nova geração de baterias. Em apenas dez minutos é possível recuperar autonomia suficiente para percorrer até 305 km, em corrente contínua (DC).
A autonomia máxima chega aos 707 km (ciclo WLTP), mas apenas em combinação com o Pack Long Range Edition, disponível para o GLC 400 4MATIC com Tecnologia EQ.
A versão de lançamento, GLC 400 4MATIC, conta com dois motores elétricos (um por eixo) e uma potência combinada de 360 kW (489 cv). A bateria é de 94 kWh úteis. As prestações estão à altura: 0 a 100 km/h em 4,3s e velocidade máxima de 210 km/h.
Em termos de consumo, o GLC 400 4MATIC com Tecnologia EQ apresenta valores entre 14,9 e 18,9 kWh/100 km. O Mercedes-Benz GLC elétrico está disponível em Portugal a partir dos 78 mil euros.
À luz do que acontece com a AMG e a Maybach, a Mercedes-Benz prepara-se para fazer da letra “G”, que durante décadas identificou apenas um modelo, uma sub-marca com uma família de modelos.
O primeiro elemento desta ofensiva, por enquanto conhecido como Mini-G, já foi «apanhado» nos exigentes testes de inverno. E tal como o nome indica, trata-se de um modelo cujas dimensões serão relativamente inferiores às do icónico G-Wagon.
Mas as novidades mais recentes dizem respeito ao que se esconde sob a carroçaria. Inicialmente apresentado como um projeto exclusivamente elétrico, a verdade é que Markus Schäfer, diretor-técnico da Mercedes-Benz, nunca chegou a confirmar exatamente que motorizações estariam na sua base, deixando a porta aberta a outras possibilidades.\n\n\n© Razão Automóvel\nMild-hybrid também é uma opção\nSegundo a Autocar, agora há mais certezas que antes. O novo Mini-G — designação ainda por confirmar — também deverá estar disponível com motorizações a combustão. A confirmar-se, isto reflete uma mudança na estratégia da marca alemã, que procura equilibrar as exigências regulamentadas com as preferências reais dos consumidores.\n\nEm paralelo, a decisão surge numa altura em que as vendas do Mercedes-Benz Classe G 100% elétrico estão aquém do esperado. Ola Källenius, diretor-executivo da marca da estrela, já tinha deixado claro que os modelos com motor de combustão continuarão a ser vendidos para lá de 2030.\n\nMercedes-Benz Classe G\n© Mercedes-Benz\n(Mercedes-Benz Classe G com tecnologia EQ)\nO que podemos esperar?\nDo lado elétrico, este modelo deverá recorrer a dois motores elétricos — um por eixo —, alimentados por uma bateria NMC de 85 kWh, que poderá permitir autonomias para lá dos 700 km em ciclo WLTP.\n\nDo lado da combustão, rumores apontam para a integração do mesmo bloco 1.5 turbo de quatro cilindros, associado a um sistema mild-hybrid de 48 V, que vemos equipar o novo CLA. Neste, as potências variam entre os 156 cv e os 211 cv.\nIndependentemente da motorização escolhida, todas as versões deverão ser comercializadas exclusivamente com tração integral numa tentativa de replicar as capacidades do Classe G original.\n\nPlataforma própria e chassis de longarinas\nEngane-se, porém, quem pensa que se trata de um Classe G à escala. Pelo contrário, Markus Schäfer descreve o Mini-G como um projeto único e de caráter muito próprio, que terá muitos componentes únicos e partilhas limitadas com o «irmão» de maiores dimensões. Objetivo? Ter uma identidade muito própria.\n\n\n© Razão Automóvel\nEste novo elemento da família “G” vai assentar numa arquitetura específica, desenvolvida para garantir autenticidade máxima. Tudo indica que a Mercedes-Benz estará a desenvolver um novo chassis de longarinas, que apesar de ser uma solução pouco comum no segmento, é essencial para assegurar robustez fora de estrada.”