
Mercedes-Benz 190 SL de 1961: joia rara vendida por 73 mil euros, liderando leilão de recordes em 2026
Lisboa, Portugal – Um Mercedes-Benz 190 SL de 1961, exemplar clássico de prestígio, alcançou um valor impressionante de 73.000 euros num leilão recente da Catawiki em 2026, destacando-se entre as aquisições mais valiosas realizadas por portugueses. Este marco sublinha o crescente interesse nacional por artigos exclusivos e de valor duradouro, refletindo as tendências que definem o mercado de luxo e colecionismo em Portugal.
Além do icónico automóvel alemão, o leilão viu a venda de outras peças notáveis que capturaram a atenção dos colecionadores. Uma obra de arte contemporânea de Mike Bidlo, intitulada “Not Pollock (Umber over Yellow over Blue over Violet over Red over Black)”, foi arrematada por 10.000 euros, enquanto uma peça de porcelana delicada, “Twisting Back, Multiplying” de Harumi Nakashima, atingiu 8.800 euros. Estas transações confirmam as categorias mais procuradas pelos consumidores portugueses: relógios de luxo, arte moderna e contemporânea, e decoração para casa e jardim, que continuam a dominar as preferências no mercado de leilões online.
O setor da arte, em particular, revelou um recordista de licitações. Um quadro original do mestre barroco Antoon van Dyck liderou o ranking com impressionantes 70 lances, tornando-se o objeto mais disputado adquirido por um licitante português em 2026. Este feito demonstra a procura crescente por obras de arte assinadas por mestres históricos, num mercado que valoriza a autenticidade e a proveniência.
O poder do investimento em arte e relógios
A categoria de arte continua a ser um dos pilares do mercado de luxo em Portugal, atraindo colecionadores que buscam não apenas beleza estética, mas também valor de investimento. O recorde estabelecido pelo quadro de Van Dyck evidencia que, mesmo num cenário de incerteza económica, os investimentos em ativos tangíveis e historicamente significativos mantêm a sua atratividade.
Paralelamente, o mercado de relógios de luxo solidifica a sua posição como uma das categorias mais rentáveis e desejadas pelos portugueses. Marcas como Rolex, Seiko e Omega continuam a dominar as menções em alertas de novos lotes, refletindo uma base de colecionadores sólida e informada. A crescente sofisticação destes compradores reflete-se na procura por modelos raros e edições limitadas, que prometem valorização a longo prazo.
Tendências emergentes e crescimento do mercado
Para além das categorias estabelecidas, os leilões online têm vindo a registar um crescimento significativo em Portugal, impulsionado pela digitalização acelerada pós-pandemia. Ravi Vora, CEO da Catawiki, destaca esta tendência: “Os dados de 2026 mostram que os consumidores portugueses estão cada vez mais confiantes na compra através de leilões online. Estamos a assistir a um crescimento significativo de novos licitantes e a uma procura crescente por artigos únicos e especiais, desde carros clássicos até arte contemporânea. Portugal está a emergir como um mercado chave para a Catawiki.”
Esta afirmação é suportada por números impressionantes: desde a sua entrada no mercado nacional em 2016, os portugueses investiram quase 120 milhões de euros na Catawiki, adquirindo mais de um milhão de objetos. No último ano, este valor representa um aumento de 20% face a 2025, com os licitantes a crescerem 37% e 28% a vencerem um leilão pela primeira vez.
O futuro dos leilões online em Portugal
O crescimento contínuo do mercado de leilões online em Portugal sugere um futuro promissor para este canal de compras. Com a tecnologia a tornar as transações mais seguras e acessíveis, e com uma maior variedade de produtos disponíveis, os consumidores portugueses estão cada vez mais confortáveis em investir em itens de alto valor através de plataformas digitais.
Este movimento é particularmente visível em categorias de nicho que registaram um aumento superior a 100% no número de lotes vendidos em 2026, como arte japonesa, metais preciosos e Pokémon. Este fenómeno demonstra uma diversificação das preferências dos colecionadores, que buscam não apenas os clássicos, mas também itens emergentes com potencial de valorização e apelo cultural.
Mercedes-Benz GLC elétrico: revolução na mobilidade
No setor automóvel, a Mercedes-Benz GLC elétrico emergiu como um dos veículos mais aguardados de 2026. Este modelo, que entrou finalmente em produção na fábrica de Bremen, na Alemanha, assenta numa arquitetura elétrica de 800 V de nova geração, prometendo revolucionar a experiência de condução elétrica. Com uma autonomia máxima que pode atingir impressionantes 707 km (ciclo WLTP) em combinação com o Pack Long Range Edition, e a capacidade de recuperar 305 km de autonomia em apenas dez minutos de carregamento rápido em corrente contínua (DC), o GLC elétrico redefine os padrões de performance e conveniência no segmento.
A versão de lançamento, GLC 400 4MATIC, equipada com dois motores elétricos e uma potência combinada de 360 kW (489 cv), oferece acelerações de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e uma velocidade máxima de 210 km/h. Estes números colocam o modelo no patamar dos veículos desportivos de alta performance, desmistificando a ideia de que a mobilidade elétrica implica compromissos em termos de dinâmica de condução.
Com consumos entre 14,9 e 18,9 kWh/100 km, o GLC elétrico demonstra uma eficiência notável, tornando-o uma opção viável para o dia a dia, apesar do seu preço de entrada em Portugal situar-se nos 78.000 euros. Esta valorização reflete a tecnologia avançada e os materiais de alta qualidade empregues na sua construção, posicionando-o como um investimento sólido para os entusiastas da marca e da inovação tecnológica.
Mercedes-Benz “G”: de ícone a sub-marca
A Mercedes-Benz continua a expandir a sua ofensiva de eletrificação, e a icónica letra “G”, que durante décadas identificou apenas o lendário Classe G, está prestes a tornar-se uma sub-marca com uma família completa de modelos. O primeiro elemento desta nova estratégia é o Mini-G, um modelo compacto que já foi avistado em testes de inverno, prometendo replicar a robustez e capacidade off-road do seu predecessor numa escala reduzida.
Inicialmente apresentado como um projeto exclusivamente elétrico, o Mini-G poderá surpreender os entusiastas com opções de motorização mais versáteis. Segundo informações da Autocar, este novo modelo deverá estar disponível não só em versão elétrica, mas também com motorizações a combustão, possivelmente com sistemas mild-hybrid de 48 V que combinam eficiência e performance.
Esta decisão estratégica reflete um equilíbrio pragmático entre as exigências regulamentares e as preferências reais dos consumidores. No contexto atual, em que as vendas do Mercedes-Benz Classe G 100% elétrico estão abaixo do esperado, a introdução de opções a combustão surge como uma forma inteligente de manter o apelo da marca junto de um público mais vasto e conservador.
Inovação tecnológica e performance
Do lado elétrico, o Mini-G deverá recorrer a dois motores elétricos — um por eixo — alimentados por uma bateria NMC de 85 kWh, capaz de garantir autonomias superiores a 700 km em ciclo WLTP. Esta configuração garante tração integral em todas as versões, replicando a lendária capacidade off-road do Classe G original.
No que diz respeito às motorizações a combustão, rumores apontam para a integração do bloco 1.5 turbo de quatro cilindros, associado a um sistema mild-hybrid de 48 V, que já equipa o novo Mercedes-Benz CLA. Neste modelo, as potências variam entre 156 cv e 211 cv, oferecendo um equilíbrio ideal entre performance e eficiência para um veículo de dimensões compactas.
Design e engenharia exclusivos
Engane-se quem pensa que o Mini-G é apenas um Classe G à escala. Segundo Markus Schäfer, diretor-técnico da Mercedes-Benz, este novo modelo será um projeto único, com muitos componentes exclusivos e partilhas limitadas com o seu “irmão” mais velho. O objetivo é criar uma identidade muito própria, que preserve o espírito aventureiro do G-Wagon, mas com um carácter distintivo.
A arquitetura específica do Mini-G incluirá um novo chassis de longarinas, uma solução robusta e comprovada para o off-road, que garante estabilidade e durabilidade em terrenos difíceis. Esta escolha de engenharia, embora menos