
18 novos modelos: O maior lançamento da história da Mercedes-Benz em 2026 para reverter a queda nas vendas
O mercado automóvel português registou uma retração de 7,8% em janeiro de 2025, com 15.504 unidades comercializadas, de acordo com os dados mais recentes. Neste cenário desafiante, o Dacia Sandero consolidou a sua liderança, alcançando 616 vendas e uma quota de mercado de 4%, seguido pelo Nissan Juke (482 unidades, 3,3%) e pelo Peugeot 2008 (421 unidades, 2,9%). No panorama das marcas, a Peugeot manteve a liderança com 1.420 unidades (9,8% de quota), seguida de perto pela Dacia (1.311 unidades, 9,0%) e pela Toyota (1.192 unidades, 8,2%).
No entanto, as atenções voltam-se agora para 2026, um ano que promete ser um divisor de águas para a Mercedes-Benz. A gigante alemã anunciou o seu “maior lançamento na história”, com a introdução de 18 novos modelos que visam reverter a tendência de queda nas vendas que tem marcado os últimos anos. Esta ofensiva sem precedentes abrangerá todas as motorizações – gasolina, diesel e elétricas – e uma nova linguagem de design comum a toda a gama.
Após um recuo de 3% nas entregas em 2024 e uma nova diminuição de 6,2% no primeiro semestre de 2025, a Mercedes-Benz está determinada a recuperar terreno perdido. O plano de lançamento, descrito internamente como a maior renovação de produto da história da marca, inclui modelos de entrada, modelos centrais e propostas de luxo, redefinindo o portefólio da empresa para a próxima década.
Modelos de entrada e gama intermédia: Um novo capítulo para a Mercedes-Benz
Na base da pirâmide de modelos, a Mercedes-Benz apresentará um novo modelo a gasolina e duas novas variantes elétricas que substituirão os atuais GLA e GLB. Estes veículos competirão num segmento cada vez mais saturado, onde a eficiência e a tecnologia são fatores decisivos para os consumidores. A decisão de introduzir um novo modelo a gasolina demonstra uma aposta contínua em motorizações de combustão, reconhecendo a importância do mercado europeu, onde a infraestrutura de carregamento elétrico ainda apresenta lacunas em algumas regiões.
Os segmentos intermédios, tradicionalmente o coração da oferta da Mercedes-Benz, também serão alvo de uma renovação substancial. O Classe C e o Classe E, pilares da marca, serão atualizados e deverão incluir versões elétricas, respondendo à crescente procura por alternativas de zero emissões. A atual plataforma Modular Rear Architecture (MRA) servirá de base para estes novos modelos, garantindo a continuidade da experiência de condução premium pela qual a Mercedes-Benz é reconhecida.
No topo da gama, a Mercedes-Benz prepara-se para lançar quatro novos modelos a gasolina ou diesel, complementados por cinco novas propostas elétricas, incluindo atualizações do Classe S e do EQS. Esta estratégia dual demonstra a intenção da marca de manter a sua liderança nos segmentos de luxo, ao mesmo tempo que se adapta à transição energética.
A renovação do Classe S: Um investimento sem precedentes
O Classe S, há muito considerado o epítome do luxo automóvel, receberá uma transformação mais profunda do que o habitual para um modelo desta categoria. O CEO Ola Källenius revelou que a empresa “investiu muito mais na renovação do Classe S com o motor de combustão do que é habitual numa atualização”. Esta decisão sublinha a importância do modelo para a rentabilidade da marca e a necessidade de oferecer opções que satisfaçam os clientes mais exigentes.
Espera-se que o novo Classe S mantenha a sua reputação de conforto e sofisticação, mas com uma dose acrescida de tecnologia e conectividade. A integração de sistemas de condução autónoma de última geração e a personalização do interior através de inteligência artificial serão elementos diferenciadores neste segmento de luxo. A Mercedes-Benz reconhece que, mesmo na era da eletrificação, o Classe S deve continuar a definir os padrões da indústria.
Olhando para além de 2026: A visão de longo prazo da Mercedes-Benz
O ambicioso plano de lançamentos não se esgota em 2026. Até 2027, a Mercedes-Benz pretende reforçar a sua gama com oito novos modelos a combustão e seis elétricos, totalizando 32 novos veículos em apenas três anos. Esta estratégia agressiva demonstra a confiança da marca no seu futuro e a determinação em reconquistar a quota de mercado perdida.
Entre os novos modelos previstos, destacam-se as versões elétricas do GLA e do GLB, que competirão num segmento de SUVs compactos elétricos cada vez mais concorrido. Além disso, um novo todo-o-terreno compacto, informalmente designado como “Pequeno G”, está em desenvolvimento, marcando uma tentativa de alargar a icónica família G a um público mais vasto e acessível. Este modelo promete combinar a robustez e o design distinto do G-Class com as dimensões e a eficiência necessárias para o mercado moderno.
A divisão AMG: Eletrificação e downsizing
A Mercedes-AMG, a divisão de alta performance da marca, também está a preparar uma revolução. Um super berlina elétrica, antecipado pelo concept GT XX, está em desenvolvimento, partilhando arquitetura com um SUV de elevada performance. Estes modelos representam a incursão da AMG no mundo da eletrificação total, onde o desempenho não será comprometido pela transição energética.
A AMG também está a desenvolver um novo motor de combustão de alta cilindrada, cuja vida útil se estenderá para além de 2030. Esta decisão estratégica demonstra que a AMG não está a abandonar completamente os motores tradicionais, reconhecendo que a transição para a eletrificação não será instantânea nem uniforme em todos os mercados. Este novo motor deverá ser mais eficiente e compacto do que os seus antecessores, integrando tecnologias híbridas avançadas para optimizar o desempenho e reduzir as emissões.
No entanto, nem todas as notícias da AMG são positivas. Foi confirmado que o icónico C63 não voltará a ter motor de oito cilindros, marcando o fim de uma era para este modelo. A continuidade do C43 também está em dúvida, com rumores de que ambos os modelos poderão ser substituídos por um único modelo, o C53, equipado com um motor de seis cilindros. Esta simplificação da gama poderá permitir à AMG concentrar os seus recursos no desenvolvimento de veículos de alta performance mais alinhados com as tendências futuras do mercado.
A redefinição da linguagem de design: Menos aerodinâmica, mais convencional
A linguagem de design é outra área que está a ser repensada em Estugarda. A Mercedes-Benz poderá abandonar a estética ultra-aerodinâmica que caracterizou a gama EQ, um reconhecimento de que o visual distinto não se traduziu no sucesso de vendas esperado. A marca parece estar a caminhar para uma abordagem mais convencional, onde os modelos de combustão e elétricos partilharão uma linguagem de design mais homogénea e familiar para os consumidores.
Esta mudança poderá simplificar a gama e facilitar a orientação dos clientes, mas levanta a questão de saber se será suficiente para reverter a tendência de queda nas vendas. A Mercedes-Benz enfrenta um desafio significativo: manter a sua identidade de marca enquanto se adapta às novas exigências do mercado e aos avanços tecnológicos. O equilíbrio entre inovação e tradição será crucial para o sucesso da estratégia da empresa nos próximos anos.
O mercado português em 2026: Desafios e oportunidades
O mercado português, embora de dimensões mais modestas, não ficará alheio à revolução da Mercedes-Benz. Em 2026, espera-se que os novos modelos da marca alemã tenham um impacto significativo nas estatísticas de vendas, especialmente nos segmentos premium. A introdução de uma gama mais diversificada e acessível poderá atrair novos clientes e aumentar a presença da Mercedes-Benz em segmentos onde atualmente tem uma representação limitada.
A tendência de eletrificação deverá continuar a ganhar força em Portugal, impulsionada por incentivos governamentais e pela crescente consciencialização ambiental dos consumidores. A Mercedes-Benz, com a sua vasta gama de veículos elétricos e híbridos, estará bem posicionada para capitalizar esta tendência. No entanto, a infraestrutura de carregamento continua a ser um desafio, e a marca terá de trabalhar em conjunto com as autoridades e empresas de energia para garantir que os seus clientes tenham acesso a uma rede de carregamento fiável e conveniente.
Os modelos de entrada da Mercedes-Benz, como o novo modelo a gasolina e os sucessores elétricos do GLA e GLB, terão um papel crucial no mercado português. Estes veículos competirão diretamente com modelos de outras marcas premium, como a Audi e a BMW, e com modelos de marcas generalistas que oferecem opções mais acessíveis. A capacidade da Mercedes-Benz de oferecer uma combinação equilibrada de preço, qualidade e tecnologia será determinante para o seu sucesso nestes segmentos.
O futuro dos motores de combustão: Uma transição gradual
A decisão da Mercedes-Benz de continuar a investir em motores de combustão, mesmo com a ascensão dos veículos elétricos, é um reflexo da realidade do mercado. Em