
Peugeot 2008 Lidera Vendas de Veículos Ligeiros em Portugal no Primeiro Trimestre de 2026, com Crescimento Sostenido e Surpresas no Top 10
Lisboa, 02 de abril de 2026 – O encerramento do primeiro trimestre de 2026 revela um panorama robusto e dinâmico no mercado automóvel português. Com um crescimento expressivo de 9,4% nas matrículas de veículos ligeiros de passageiros em relação ao período homólogo de 2025, o setor demonstra uma recuperação vigorosa e uma adaptação bem-sucedida às novas tendências de mobilidade. Neste contexto positivo, o Peugeot 2008 consolidou a sua posição de destaque, sagrando-se como o modelo mais vendido em Portugal entre janeiro e março de 2026, impulsionado por uma estratégia comercial consistente e um design que continua a conquistar os consumidores portugueses.
A hegemonia do grupo Stellantis no mercado nacional manifesta-se claramente no topo do pódio, com a Peugeot a liderar tanto a tabela de marcas quanto a de modelos. O Peugeot 2008 registou 2.480 unidades comercializadas, apresentando um crescimento sólido de 4,29% face ao mesmo período de 2025. Este desempenho sublinha a relevância do segmento dos SUV compactos e a capacidade da Peugeot de responder às exigências de um mercado cada vez mais competitivo. O modelo, conhecido pela sua versatilidade, tecnologia embarcada e eficiência, posiciona-se como uma escolha equilibrada para famílias e profissionais que procuram um veículo que combine estilo, funcionalidade e tecnologia.
A segunda posição é ocupada pelo Peugeot 208, com 1.793 unidades vendidas, apesar de uma ligeira contração de 1,10% em relação ao ano passado. Este resultado, embora menos expressivo em termos de crescimento, demonstra a consolidação do 208 como um dos pilares da marca no segmento dos utilitários. O seu design arrojado e as opções de motorização eletrificada continuam a atrair um público diversificado, confirmando a aposta da Peugeot na eletrificação como fator diferenciador.
No terceiro lugar, fecha-se o domínio da Stellantis com o Citroën C3, que contabilizou 1.736 unidades comercializadas. O C3, um modelo que se destaca pela sua personalidade vincada e conforto de rodagem, registou uma queda de 3,12% nas vendas. No entanto, o mês de março revelou um desempenho excecional para este modelo, que se sagrou mesmo como o carro mais vendido em Portugal nesse mês, com um volume de vendas que superou significativamente os seus concorrentes diretos. Este feito isolado demonstra a capacidade do C3 de gerar picos de procura e a sua resiliência no mercado, mesmo perante a crescente concorrência no segmento dos utilitários. A estratégia de preços competitivos e as promoções agressivas implementadas pela marca podem ter contribuído para este resultado notável em março.
Para além do domínio da Stellantis, o mercado português assiste a uma reconfiguração do segmento de SUV, com modelos que reforçam a sua presença e outros que surpreendem pela sua ascensão. O Nissan Qashqai, por exemplo, registou um crescimento impressionante de 44,71%, alcançando a quarta posição com 1.586 unidades vendidas. Este desempenho reflete a renovada popularidade do Qashqai, um dos pioneiros do segmento SUV compacto, que continua a apostar na combinação de design atraente, tecnologia e eficiência para se manter competitivo.
O Opel Corsa, outro modelo emblemático do grupo Stellantis, também demonstra uma trajetória ascendente, com um crescimento notável de 30,54%, posicionando-se em quinto lugar com 1.462 unidades vendidas. O Corsa, um dos utilitários mais icónicos do mercado europeu, tem beneficiado de atualizações regulares e de uma estratégia comercial focada na relação qualidade-preço, consolidando a sua base de clientes fiéis.
Contudo, nem todos os modelos estabelecidos registaram um desempenho positivo. O Nissan Juke, um dos concorrentes diretos do 2008 no segmento de SUV compactos, registou uma queda de 16,48%, posicionando-se em sexto lugar com 1.429 unidades. Este resultado pode ser atribuído à crescente concorrência e à necessidade de atualizações mais significativas para manter o seu appeal junto dos consumidores.
A Tesla, por sua vez, continua a ser uma força disruptiva no mercado, embora com resultados mistos. O Tesla Model 3, que em 2025 foi o carro elétrico mais vendido em Portugal, registou uma queda de 14,99%, ocupando a sétima posição com 1.429 unidades. Este desempenho pode ser influenciado pela saturação do mercado de sedans elétricos e pela preferência crescente dos consumidores por SUVs e modelos mais compactos.
No entanto, o grande destaque da Tesla no primeiro trimestre de 2026 é, sem dúvida, o Model Y. Este SUV elétrico protagonizou a maior subida do Top 10, com um crescimento impressionante de 181,58%, alcançando a décima posição com 1.284 unidades vendidas. Este resultado extraordinário justifica-se, em grande parte, pelos números muito baixos registados no primeiro trimestre de 2025, quando o Model Y acumulou apenas 456 unidades. A normalização das entregas e a crescente procura por SUVs elétricos contribuíram para esta performance notável, consolidando o Model Y como um dos principais players no segmento de veículos elétricos em Portugal. A Tesla continua a beneficiar da sua imagem de marca inovadora e da crescente consciencialização dos consumidores para os benefícios da mobilidade elétrica.
O Mercedes-Benz Classe A, um dos modelos premium mais procurados no mercado português, registou um crescimento sólido de 26,41%, posicionando-se em oitavo lugar com 1.321 unidades. Este desempenho demonstra a resiliência do segmento premium e a capacidade da Mercedes-Benz de atrair clientes que procuram luxo, tecnologia e performance. O Classe A, com o seu design sofisticado e interiores de alta qualidade, continua a ser uma referência no segmento de compactos premium.
O Dacia Sandero, um modelo que se destacou nos últimos anos pela sua relação qualidade-preço imbatível, registou uma queda significativa de 33,13%, posicionando-se em nono lugar com 1.304 unidades. Este resultado pode ser atribuído à crescente concorrência no segmento dos utilitários de baixo custo e à necessidade de renovação do modelo para manter a sua competitividade. No entanto, o Sandero continua a ser uma opção viável para muitos consumidores que procuram um veículo económico e fiável.
O Renault Clio, que em 2025 foi o carro mais vendido em Portugal, registou a queda mais expressiva do trimestre, caindo para a 11ª posição com 1.198 unidades e uma contração de 49,32%. Este desempenho abaixo do esperado pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a transição para a nova geração do modelo e as interrupções nas linhas de produção que afetaram as entregas. No entanto, a recente chegada da nova geração do Clio ao mercado português poderá inverter esta tendência nos próximos meses, com a regularização das entregas e a introdução de novas funcionalidades e motorizações que poderão reconquistar os consumidores. A Renault confia na reputação do Clio e na sua capacidade de adaptação às exigências do mercado para recuperar terreno no segmento dos utilitários.
O Renault Captur, outro modelo importante da marca francesa, acompanhou a tendência negativa, caindo para a 17ª posição com uma quebra de 34,57%. Este desempenho pode estar relacionado com a concorrência acirrada no segmento de SUV compactos e com a necessidade de atualizações para manter a atratividade do modelo junto dos consumidores.
O SEAT Ibiza, um dos utilitários mais populares entre os jovens e condutores urbanos, registou um crescimento notável de 70,66%, posicionando-se em 12º lugar com 1.140 unidades. Este resultado impressionante, impulsionado pela recente renovação do modelo, demonstra a capacidade da SEAT de inovar e de responder às necessidades de um mercado em constante evolução. O novo Ibiza, com o seu design mais agressivo e tecnologia atualizada, deverá continuar a registar um desempenho positivo nos próximos meses.
O Dacia Duster, um SUV robusto e económico, registou uma queda de 19,26%, posicionando-se em 13º lugar com 1.090 unidades. Este resultado pode ser influenciado pela saída de algumas versões do mercado e pela concorrência crescente de outros modelos no segmento de SUV compactos.
O Citroën C3 Aircross, um dos modelos mais recentes a chegar ao mercado, demonstrou um crescimento espetacular de 34.500%, alcançando a 14ª posição com 1.038 unidades vendidas. Este desempenho meteórico, embora partindo de uma base muito reduzida, reflete a boa receção do público português ao design inovador e à