
Fera fora do Top 10
Ao descermos mais na tabela de vendas, há marcas que merecem ser destacadas, tanto pela positiva, como pela negativa, pela sua performance em 2025.
A BYD assume-se como a marca chinesa mais vendida, tendo sido a 16.ª marca mais vendida à geral, com 6059 unidades e um crescimento de 94,1%. A MG também cresceu significativamente (73,2%), mas já está a quase 2000 unidades de distância (4074 un.).
BYD Dolphin dianteira 3/4
© BYD
A BYD soma e segue: em 2025 vendeu em Portugal que outros nomes mais estabelecidos, como a Ford, Skoda ou FIAT.
Os aumentos de vendas mais expressivos foram quase todos de marcas chinesas, mas é preciso ressalvar que partiram de uma base muito pequena em 2024: Dongfeng (+1236% e 147 un.), Forthing (1150% e 100 un.), XPeng (+946,5% e 900 un.) e Voyah (+262,5% e 29 un.).
As exceções são a italiana Abarth (+1100% e 24 un.), a francesa Alpine (+338,5 e 57 un.) e a sul-coreana KGM (+144,9% e 333 un.). Houve mais marcas com aumentos significativos de vendas, como a Polestar (69,8%), a Jeep (48,6%), a Skoda (+32,4%), a Ferrari (+31,3%) ou a Lexus (+29,5%).
No campo oposto, temos a Jaguar que caiu 80%, tendo vendido apenas 14 carros — em 2026 deverá ser pior, pois com o fim da produção do F-Pace, a marca britânica deixa de ter carros à venda, até à chegada da versão de produção do Type 00.
Pela negativa também temos a Suzuki (-45,4% e 159 un.), a Tesla (-22,3% e 7585 un.), a DS (-18,8% e 783 un.), a Hyundai (-13,4% e 6252 un.) e a Volvo (-13,3% e 6069 un.).
No total, contámos quase 20 novidades. Poucas gamas ficarão intocadas, a eletrificação assume um papel central — dos compactos aos topos de gama —. mas ainda há espaço para lançar um novo V8 biturbo de cambota plana — à la Ferrari… — que vai estrear no mais improvável dos modelos, o Classe S. Ainda dizem que os alemães não têm sentido de humor.
Mercedes-benz classe s 2026 camuflado
Esta ofensiva de produto ganha ainda significado especial por coincidir com o 140.º aniversário do construtor e o 100.º aniversário da criação da marca Mercedes-Benz. Na imagem, o Classe S 2026, a ser revelado no final de janeiro.\n\nCLA deu tiro de partida\n\nA nova geração do Mercedes-Benz CLA assume um papel central nesta fase. Foi lançado ainda o ano passado na versão 100% elétrica — que já tivemos oportunidade de ensaiar —, mas entrou em 2026 com o pé direito ao conquistar o título de Carro do Ano na Europa.\n\nMercedes-Benz CLA Shooting Brake 2026, traseira 3/4\n© Mercedes-Benz\nO CLA será complementado com o lançamento, em março, do CLA Shooting Brake — conheça todos os detalhes.\nAo longo de 2026, a gama vai crescer. Primeiro com a chegada do CLA Shooting Brake (acima), mas também com o chegar das versões… com motor de combustão. A arquitetura flexível do novo CLA permite integrar motores térmicos, estando para breve o lançamento do CLA mild-hybrid, que equipa um novo motor a gasolina de 1,5 litros, que promete consumos de Diesel — conheça este motor em detalhe.\n\nO CLA foi também o primeiro modelo a estrear a plataforma MMA, que continuará a dar frutos em 2026, a começar com a nova geração do GLB. Revelado no final do ano passado, o SUV mantém a opção de até sete lugares e vai partilhar com o CLA as motorizações elétricas (substituindo o EQB) e mild-hybrid. Já tem preços para Portugal, com as primeiras entregas previstas para maio de 2026:\nA fechar 2026, deverá chegar o o sucessor do GLA — será o quarto e último modelo originalmente previsto assente sobren a plataforma MMA. Vai também tomar o lugar do elétrico EQA e por debaixo da carroçaria não deverá diferir dos modelos referidos acima.\n\nMercedes mais vendido agora também em elétrico\n\nAinda agora começámos e já são muitas as novidades da Mercedes-Benz para 2026. Um dos lançamentos mais relevantes do ano será o Mercedes-Benz GLC EQ, o sucessor espiritual do EQC.\n\nIAA Mobility 2025 – Mercedes-Benz GLC\n© André Mendes / Razão Automóvel\nNo espaço citadino do IAA Mobilty de 2025, em Munique, o Mercedes-Benz GLC elétrico foi um dos modelos que conquistou um grande número de olhares curiosos.\nRevelado o ano passado no Salão de Munique, estreia a plataforma MB.EA com arquitetura de 800 V e anuncia mais de 700 km de autonomia. Não estará sozinho: também em 2026 chegam rivais de peso como o BMW iX3 — que já pudemos conduzir —, e o Volvo EX60, que fomos conhecer ao vivo: veja ou reveja o vídeo. O novo GLC elétrico vai dar que falar também pela enorme «grelha» iluminada e pelo Hyperscreen de 39,1″ (99,3 cm), o maior alguma vez instalado num Mercedes-Benz. Já tem preços para Portugal e deverá chegar no mês de maio.\n\nMais tarde, no outono, será revelado o primeiro Classe C 100% elétrico de sempre, que assenta sobre a mesma base técnica do GLC. Tal como o GLC elétrico, o Classe C elétrico será vendido em paralelo com os modelos homónimos com motores de combustão.\n\nEntretanto, o Classe C atual, também será atualizado em 2026, durante a primavera. Espere melhorias estéticas e tecnológicas (nova geração do MBUX, por exemplo), mas o futuro do C 63 é aquele que desperta mais curiosidade:\nLuxo em duas frentes: 800 V e V8\n\nO EQS não foi o sucesso esperado, mas a Mercedes não vai desistir do modelo. Em 2026 vai receber uma atualização profunda: arquitetura de 800 V (carregamentos mais rápidos), novos motores elétricos, chips de carboneto de silício (maior eficiência) e um novo facelift. Uma intervenção pouco comum, para manter a berlina de luxo elétrica competitiva até à chegada do Classe S 100% elétrico, confirmado para o final da década.\n\nAntes disso, chega a atualização mais profunda de sempre feita numa única geração do Mercedes-Benz Classe S — a marca fala em 50% de componentes novos ou modificados —, com revelação no final de janeiro. Confirma-se um novo MBUX e Hyperscreen e… a estreia de um novo 4.0 V8 biturbo.\nEste novo V8 é uma evolução do conhecido M 177, mas que se distingue por usar cambota plana em vez da tradicional cruzada — solução mais comum em Maranello do que em Estugarda, que dá aos V8 Ferrari aquela sonoridade mais aguda que tanto apreciamos. Mas a Mercedes defende a escolha por permitir reduzir emissões sem sacrificar performance. A confirmação: os números sobem de 503 cv e 700 Nm do V8 atual para 537 cv e 750 Nm do novo.\nAMG mais elétrica que nunca\n\nPara a AMG, 2026 será um ano decisivo. O destaque vai para a versão de produção do GT XX, que será, na prática, o sucessor elétrico do GT de quatro portas. Tal como o protótipo, vai contar com três motores de fluxo axial e uma potência anunciada de 1000 kW (1360 cv). Será um manifesto tecnológico que chegará mais perto do final do ano. ”
Mercedes-Benz Em 2026: A Revolução Silenciosa que Vai Transformar o Mercado Automóvel
Em 2026, o mercado automóvel global testemunha uma transformação radical, impulsionada por inovações tecnológicas sem precedentes e uma redefinição das prioridades dos consumidores. Neste cenário dinâmico, a Mercedes-Benz emerge como protagonista de uma revolução silenciosa, redefinindo os padrões de luxo, performance e sustentabilidade. Com uma ofensiva de produto amb