
A Mercedes-Benz GLC 100% elétrica já chegou a Portugal, com preços a partir dos 78.000 euros. Este SUV totalmente elétrico, apresentado oficialmente em setembro, partilha a estética geral do GLC a combustão, mas com toques distintivos que acentuam a sua natureza elétrica, como a grelha dianteira maciça com função meramente estética e que pode ser iluminada.
No interior, o GLC elétrico oferece um espaço ainda mais generoso, com 4,7 cm adicionais para as pernas na segunda fila. O comprimento total aumentou para 4,85 m, a largura para 1,91 m, a altura para 1,64 m e a distância entre eixos para 2,97 m, resultando num habitáculo mais amplo e acolhedor. O destaque tecnológico é o opcional ecrã Hyperscreen de 39,1 polegadas (99,3 cm), o maior já instalado num modelo Mercedes-Benz. De série, o veículo dispõe de três ecrãs independentes: um para a instrumentação, outro para o sistema de infoentretenimento e um terceiro dedicado ao passageiro dianteiro, proporcionando uma experiência digital imersiva e intuitiva.
Equipado com a nova plataforma elétrica de 800 V (MB.EA), o GLC estreia uma geração avançada de motores e baterias, tecnologia que partilha com o novo CLA. A versão de lançamento, GLC 400 4MATIC, conta com dois motores elétricos, um em cada eixo, entregando uma potência combinada de 360 kW (489 cv). Esta configuração permite acelerações impressionantes, com o 0 a 100 km/h a ser cumprido em apenas 4,3 segundos, e uma velocidade máxima de 210 km/h. A bateria de 94 kWh de capacidade útil garante uma autonomia combinada de até 707 km (WLTP), com consumos otimizados de 16 kWh/100 km em ciclo combinado WLTP. Esta combinação de performance e eficiência posiciona o GLC elétrico como uma referência no segmento dos SUV elétricos premium.
Em termos de conectividade, o GLC 400 4MATIC dispõe de navegação com funções elétricas inteligentes que planeia rotas com base na autonomia disponível, incluindo paragens para carregamento automático. O sistema pode ajustar a rota em tempo real com base nas condições de tráfego e na necessidade de carregamento, otimizando o tempo de viagem. A integração com a aplicação Mercedes me permite pré-condicionar a bateria e o habitáculo remotamente, garantindo o máximo conforto e eficiência desde o momento da partida. Além disso, o veículo suporta carregamento rápido em corrente contínua (DC) até 170 kW, permitindo recarregar a bateria de 10 a 80% em cerca de 30 minutos, um tempo significativamente reduzido que elimina a ansiedade de autonomia.
A Mercedes-Benz tem vindo a consolidar a sua transição para a mobilidade elétrica, e o GLC é um marco importante nesta estratégia. A marca registou um ano de 2025 mais desafiante, com um volume de entregas globais de 1.800.800 automóveis, o que representa uma descida de 9% face a 2024. Esta redução afetou todos os segmentos, com o core (principal) e o entry (entrada) — os pilares da marca — a apresentarem quedas de cerca de 10%, totalizando 1.049.600 e 483.000 unidades, respetivamente. O segmento de luxo, que inclui modelos de alta performance e prestígio como Mercedes-AMG, Maybach, Classe G, S, GLS, EQS e EQS SUV, registou uma redução de 5%, com 268.000 veículos entregues. A marca atribui esta conjuntura a um ambiente de mercado mais competitivo e ao impacto das tarifas implementadas em várias regiões.
Apesar da introdução de novos modelos elétricos, como o CLA, que contribuiu para um aumento de 3% nas vendas de veículos elétricos no quarto trimestre de 2025, o total de entregas de carros totalmente elétricos sofreu uma quebra de 9%, fixando-se em 168.000 unidades. Este cenário contrasta com a tendência de crescimento observada em alguns mercados específicos. Na Europa, 2025 foi o melhor ano da marca em vendas de elétricos, atingindo uma quota de mercado de 40%. Países como França e Dinamarca registaram recordes históricos de vendas de veículos totalmente elétricos, demonstrando uma crescente aceitação e procura por soluções de mobilidade sustentável nesta região.
Contudo, no acumulado de vendas de 2025, a Mercedes-Benz registou resultados inferiores em praticamente todos os seus mercados, com exceção da Alemanha, o seu país de origem, onde as vendas estagnaram nas 213.200 unidades. No total do mercado europeu, incluindo a Alemanha, as vendas desceram cerca de 1%, para 634.600 automóveis. Este desempenho consolidado reflete os desafios macroeconómicos globais e a transição em curso no setor automóvel.
O mercado automóvel português apresentou um crescimento significativo em março de 2025, com um aumento de 7,8% nas vendas, totalizando 24.578 unidades comercializadas. Este resultado permitiu ao mercado português fechar o primeiro trimestre com um acumulado de 58.545 veículos vendidos, demonstrando uma recuperação robusta face ao período homólogo.
No ranking de vendas de março de 2025, o Renault Clio assumiu a liderança, registando um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior e alcançando uma quota de mercado de 5%. Este desempenho consolidado posiciona o Clio como um dos modelos de referência no mercado português. Na segunda posição, surge o Peugeot 2008, com um crescimento expressivo de 123,1% em comparação com o mesmo período de 2024. Este aumento significativo permitiu ao modelo assumir a liderança nas vendas acumuladas do primeiro trimestre, evidenciando a sua forte penetração no mercado.
O Tesla Model 3, apesar de uma queda de 4,9% nas vendas, demonstrou resiliência ao subir sete posições no ranking mensal, ocupando o terceiro lugar em março. No acumulado do primeiro trimestre, o modelo mantém a sua relevância, ocupando a sexta posição, comparativamente ao terceiro lugar registado em 2024. Este posicionamento demonstra a capacidade do Model 3 de manter a sua atratividade junto dos consumidores portugueses, mesmo num mercado cada vez mais competitivo.
Outros modelos que se destacaram positivamente em março de 2025 incluem o Citroën C3, que registou um crescimento notável de 88,6% nas vendas, e o Dacia Duster, com um aumento expressivo de 130,1%. Estes resultados demonstram a crescente popularidade destes modelos junto dos consumidores, que procuram opções acessíveis e versáteis. O Fiat 600 Hybrid também apresentou um desempenho excecional, com um aumento impressionante de 3.505,9% nas vendas, subindo 50 posições em relação a fevereiro e entrando pela primeira vez no Top 10 dos carros mais vendidos em Portugal, ocupando a sétima posição. Este sucesso notável reflete a crescente procura por veículos híbridos e o posicionamento estratégico do Fiat 600 neste segmento em expansão. Por outro lado, o Dacia Sandero, que tinha liderado as vendas em janeiro, registou uma queda significativa de 43,5% nas vendas em março, ocupando agora a nona posição no ranking mensal.
Analisando as marcas mais vendidas, a Peugeot manteve a sua liderança em março, com um crescimento de 22,3% nas vendas e uma quota de mercado de 10,7%. Este desempenho consolidado demonstra a força da marca no mercado português. A Renault permaneceu na segunda posição, com um crescimento de 3,7% nas vendas, mantendo a sua relevância junto dos consumidores. A Mercedes-Benz superou a Dacia, que registou uma queda de 13,4% nas vendas, assumindo a terceira posição no ranking das marcas mais vendidas. Este movimento estratégico demonstra o crescimento da penetração de mercado da Mercedes-Benz em Portugal.
A BMW registou um crescimento expressivo de 24,6% nas vendas, mantendo-se na quinta posição e consolidando a sua posição no segmento premium. A Volkswagen também demonstrou um desempenho positivo, com um aumento de 22,7% nas vendas, ocupando a nona posição no ranking. A Tesla, apesar de um crescimento modesto de 2,1%, subiu para a oitava posição, demonstrando a sua capacidade de adaptação ao mercado português. Este panorama diversificado reflete a crescente competição e a procura por veículos que atendam a diferentes segmentos e necessidades dos consumidores.
O Mercedes-Benz GLC 100% elétrico chega ao mercado português num momento de transição significativa no setor automóvel, onde a eletrificação está a ganhar cada vez mais tração. Este modelo representa um passo importante na