
10 marcas que dominaram o mercado automóvel português em 2025
Com uma performance notável, estas marcas consolidaram a sua posição, enquanto outras enfrentaram desafios significativos. Descubra quem liderou e quem ficou para trás.
Em 2025, o mercado automóvel português assistiu a uma dinâmica de mercado que redefiniu o panorama competitivo. Marcas estabelecidas viram a sua hegemonia desafiada por novos concorrentes, enquanto a transição para a mobilidade elétrica continuou a moldar as preferências dos consumidores. Este artigo explora as marcas que se destacaram, as que enfrentaram dificuldades e as tendências que definiram o ano.
As marcas líderes de 2025
A liderança do mercado em 2025 foi marcada por uma consolidação de posições, com algumas marcas a demonstrarem uma resiliência impressionante face à concorrência crescente. A Volkswagen manteve a sua posição de destaque, solidificando a sua quota de mercado e continuando a ser a escolha preferida de muitos portugueses. A sua gama diversificada, que abrange desde compactos a SUVs, responde eficazmente às necessidades de diferentes segmentos do mercado.
A Peugeot emergiu como uma forte concorrente, beneficiando da sua estratégia de eletrificação e do lançamento de novos modelos que conquistaram o público. O sucesso da marca francesa em 2025 pode ser atribuído à sua capacidade de oferecer veículos com design apelativo, tecnologia avançada e uma experiência de condução envolvente.
A Renault também demonstrou um desempenho robusto, impulsionada pela sua gama de veículos elétricos acessíveis e pela sua forte presença no mercado português. A marca francesa consolidou a sua posição como líder na mobilidade elétrica, oferecendo soluções inovadoras que respondem às crescentes preocupações ambientais dos consumidores.
A ascensão das marcas chinesas
Um dos desenvolvimentos mais significativos de 2025 foi a ascensão meteórica das marcas chinesas no mercado português. A BYD consolidou-se como a marca chinesa mais vendida, alcançando a 16ª posição no ranking geral com 6.059 unidades vendidas, um crescimento impressionante de 94,1%. Esta performance notável posiciona a BYD como uma força a ter em conta no mercado automóvel português, competindo diretamente com marcas estabelecidas em termos de volume de vendas.
A MG, outra marca chinesa, também registou um crescimento significativo de 73,2%, embora com um volume de vendas inferior (4.074 unidades). No entanto, a sua trajetória ascendente demonstra a crescente aceitação dos veículos chineses em Portugal. A Dongfeng (+1236% e 147 unidades), a Forthing (+1150% e 100 unidades), a XPeng (+946,5% e 900 unidades) e a Voyah (+262,5% e 29 unidades) também registaram aumentos expressivos nas vendas, embora partindo de bases muito baixas em 2024.
Estas marcas estão a redefinir o panorama competitivo, oferecendo veículos com uma relação qualidade-preço atrativa e tecnologia avançada. A sua presença crescente desafia os fabricantes tradicionais a inovar e a adaptar-se a um mercado em constante evolução. A BYD, em particular, demonstrou a sua capacidade de competir em diferentes segmentos, desde compactos a SUVs, oferecendo soluções que atraem um público diversificado.
Desafios e declínios
Nem todas as marcas tiveram um desempenho positivo em 2025. A Jaguar registou uma queda acentuada de 80%, vendendo apenas 14 carros. Esta performance preocupante poderá piorar em 2026, com o fim da produção do F-Pace, que deixa a marca britânica sem modelos à venda até à chegada da versão de produção do Type 00. Este declínio reflete os desafios que a Jaguar enfrenta na adaptação à transição para a mobilidade elétrica e na manutenção da sua relevância no mercado.
A Suzuki também registou um declínio significativo de 45,4% (159 unidades), enquanto a Tesla enfrentou uma queda de 22,3% (7.585 unidades). Este último resultado é particularmente notável, dado o estatuto da Tesla como líder no mercado de veículos elétricos. A queda da Tesla pode ser atribuída a vários fatores, incluindo o aumento da concorrência, a evolução das preferências dos consumidores e os desafios na entrega de novos modelos.
A DS (-18,8% e 783 unidades), a Hyundai (-13,4% e 6.252 unidades) e a Volvo (-13,3% e 6.069 unidades) também registaram declínios nas vendas, embora menos acentuados. Estes resultados sugerem que mesmo as marcas estabelecidas estão a enfrentar desafios na manutenção do seu crescimento, à medida que o mercado evolui para novas tecnologias e modelos.
Inovações e novidades em 2025
2025 foi um ano de inovação significativa no mercado automóvel, com quase 20 novos modelos a serem lançados. A eletrificação assumiu um papel central nesta ofensiva de produto, abrangendo desde compactos a veículos de luxo. No entanto, o mercado também testemunhou o lançamento de novas motorizações, como um V8 biturbo de cambota plana que estreou no Mercedes-Benz Classe S.
O Mercedes-Benz CLA desempenhou um papel central nesta fase de renovação, tendo sido lançado no ano passado na versão 100% elétrica e conquistado o título de Carro do Ano na Europa em 2026. Este sucesso inicial posiciona o CLA como um dos modelos mais promissores do ano, com a sua versão Shooting Brake a ser lançada em março de 2026. A arquitetura flexível do CLA permite a integração de motorizações térmicas, com o lançamento previsto de uma versão mild-hybrid equipada com um novo motor a gasolina de 1,5 litros que promete consumos de Diesel.
A plataforma MMA, estreada pelo CLA, também deu origem à nova geração do GLB, que mantém a opção de até sete lugares e partilha motorizações elétricas e mild-hybrid com o CLA. Com preços já definidos para Portugal, as primeiras entregas do GLB estão previstas para maio de 2026. O GLA será o quarto e último modelo baseado nesta plataforma, com lançamento previsto para o final de 2026, substituindo o EQA elétrico.
A ofensiva elétrica da Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz intensificou a sua ofensiva elétrica em 2026 com o lançamento do GLC EQ, o sucessor espiritual do EQC. Revelado no Salão de Munique em 2025, o GLC EQ estreia a plataforma MB.EA com arquitetura de 800 V, anunciando uma autonomia superior a 700 km. Este modelo enfrentará forte concorrência de rivais como o BMW iX3 e o Volvo EX60, ambos com lançamento previsto para 2026. O GLC EQ destaca-se pela sua “grelha” iluminada e pelo Hyperscreen de 39,1 polegadas, prometendo uma experiência tecnológica avançada.
No outono de 2026, será revelado o primeiro Classe C 100% elétrico, partilhando a base técnica com o GLC EQ e sendo vendido em paralelo com as versões com motores de combustão. O Classe C atual também receberá uma atualização em 2026, com melhorias estéticas e tecnológicas, incluindo uma nova geração do MBUX.
Luxo e performance: a estratégia da Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz está a redefinir o segmento de luxo em 2026 com uma abordagem que combina arquitetura de 800 V com motorizações de alta performance. O EQS, apesar de não ter alcançado o sucesso esperado, receberá uma atualização profunda em 2026, incluindo arquitetura de 800 V, novos motores elétricos, chips de carboneto de silício e um novo facelift para se manter competitivo até à chegada do Classe S 100% elétrico.
O destaque da ofensiva de luxo da Mercedes-Benz é a atualização do Classe S, prevista para janeiro de 2026. Esta será a atualização mais profunda alguma vez feita numa única geração do modelo, com 50% dos componentes novos ou modificados. O novo Classe S contará com um novo MBUX, Hyperscreen e a estreia de um V8 biturbo de cambota plana que eleva a potência para 537 cv e 750 Nm. Esta escolha de motorização, mais comum em Maranello do que em Estugarda, demonstra o compromisso da Mercedes-Benz em oferecer performance de topo sem sacrificar a eficiência.
O futuro da AMG em 2026
A AMG, a divisão de alta performance da Mercedes-Benz, terá um ano decisivo em 2026 com o lançamento da versão de produção do GT XX. Este modelo será, na prática, o sucessor elétrico do GT de quatro portas, equipando três motores de