
O futuro é agora: Portugal abre caminho para a condução autónoma em 2026
O cenário de veículos deslizando pelas ruas sem intervenção humana deixou de ser ficção científica. Portugal, sempre atento às tendências tecnológicas globais, deu um passo decisivo rumo à mobilidade do futuro. Recentemente, o país oficializou a legislação que permite a realização de testes com veículos autónomos em ambiente urbano, abrindo um leque de oportunidades para inovação e desenvolvimento tecnológico. Este marco regulatório, estabelecido através do Decreto-Lei n.º 113/2026, publicado em Diário da República, estabelece as bases para que Portugal se posicione como um polo de excelência em tecnologia de condução autónoma.
A legislação entra em vigor 30 dias após a sua publicação, concedendo a fabricantes de automóveis, laboratórios de investigação e instituições de ensino superior a permissão para realizar testes em condições reais. Este é um momento crucial para a indústria automóvel e tecnológica portuguesa, que terá agora a possibilidade de desenvolver e validar soluções inovadoras num ambiente controlado, mas realista. A regulamentação detalhada define as regras do jogo, garantindo que os testes sejam realizados de forma segura e responsável, protegendo tanto os participantes como o público em geral.
O que pode ser testado? A legislação abrange dois tipos de sistemas: os Sistemas Automáticos de Condução (SAC) e os sistemas de conectividade. Os SAC referem-se à tecnologia que permite ao veículo operar sem intervenção humana, enquanto os sistemas de conectividade permitem a comunicação entre veículos, infraestruturas e outros pontos de ligação. Esta dualidade é fundamental para o desenvolvimento de um ecossistema de mobilidade verdadeiramente inteligente e interligado. A legislação distingue ainda entre “Condutor”, aquele que supervisiona ou controla fisicamente o veículo, e “Operador”, responsável pelo controlo estratégico em veículos totalmente autónomos.
No que diz respeito ao nível de automação, o diploma contempla três categorias. A automação condicional, onde o sistema assume o controlo mas exige um condutor disponível para intervir a qualquer momento, é o ponto de partida. Segue-se a elevada automação, em que o veículo opera de forma autónoma dentro de um domínio operacional definido, e, finalmente, a automação total, sem limitações de domínio operacional nem necessidade de intervenção humana. Esta progressão gradual permite uma implementação segura e controlada da tecnologia.
Os testes podem ser realizados em qualquer via do domínio público, seja estatal, regional ou municipal, ou em vias privadas abertas ao trânsito. Esta flexibilidade é crucial para que os investigadores possam testar os sistemas em diferentes cenários urbanos e rodoviários, recolhendo dados valiosos para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia.
Quem pode estar ao volante? Mesmo sendo um carro autónomo, a presença humana continua a ser obrigatória. O condutor ou operador responsável pelo veículo em teste deve cumprir requisitos rigorosos. Entre eles, a obrigatoriedade de ser titular de carta de condução há pelo menos seis anos e não ter registo de crimes ou contraordenações nos últimos cinco anos. Além disso, os operadores não podem conduzir por períodos superiores a três horas consecutivas, sendo obrigatório um intervalo de descanso de pelo menos uma hora. O limite de álcool no sangue é ainda mais restrito do que o habitual, não podendo ultrapassar os 0,2 g/l, comparado com os 0,5 g/l habituais.
Exigências de segurança: Tendo em conta a complexidade dos sistemas, as exigências são consideráveis. Cada pedido de licenciamento deve ser acompanhado de um plano de segurança detalhado, que cubra riscos para os utilizadores da via, cibersegurança, condições de transição do controlo dinâmico para o condutor e planos de contingência em caso de falha do sistema. Os veículos devem estar equipados com um sistema de registo de dados em tempo real, uma espécie de “caixa negra”, que registe desde a velocidade e aceleração até às intervenções do condutor.
Do lado dos seguros, o capital mínimo obrigatório é o quádruplo do exigido num seguro automóvel convencional, garantindo cobertura para danos corporais e materiais causados a terceiros durante os testes. Em caso de acidente ou incidente grave, a entidade licenciada tem 24 horas para entregar um relatório detalhado ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes), responsável pelo licenciamento destas viaturas, e à entidade gestora da via.
Durante os testes, os limites de velocidade em vigor são reduzidos em 20 km/h face aos valores normais da via. Em caso de infrações graves, como circular sem licença ou com licença suspensa, o veículo pode ser apreendido e todos os equipamentos instalados revertidos a favor do Estado. As coimas derivadas de contraordenações podem variar entre 250 euros e 40 mil euros.
A lei reconhece ainda licenças emitidas por outros países, o que facilita a entrada de projetos internacionais no mercado português. O objetivo é posicionar o país como destino de referência para este tipo de testes, atraindo investimento estrangeiro para a mobilidade autónoma. Este passo estratégico não só posiciona Portugal na vanguarda da inovação tecnológica, mas também cria oportunidades económicas e de emprego, impulsionando o desenvolvimento do setor automóvel e tecnológico nacional.
Tecnologia de ponta: Maextro S800 lidera o segmento de luxo na China em 2026
Enquanto Portugal se prepara para os testes de veículos autónomos, a indústria automóvel global continua a evoluir a um ritmo vertiginoso. Um dos desenvolvimentos mais notáveis de 2026 é a ascensão meteórica da Maextro, uma marca de luxo nascida do ecossistema tecnológico da Huawei. O seu modelo mais recente, o S800, não só se tornou um sucesso de vendas, como também assumiu a liderança do segmento de luxo na China, superando marcas estabelecidas como Mercedes-Benz, Porsche e BMW.
O Maextro S800, apresentado em abril de 2026, é uma berlina de luxo que redefine os padrões de excelência no mercado chinês. Com um preço que varia entre 708 mil e 1,018 milhões de yuan (equivalentes a cerca de 91 mil a 131 mil euros à taxa de câmbio atual), o S800 compete diretamente com os modelos mais exclusivos do mercado. Mas o que realmente impressiona é o seu desempenho em vendas.
Em abril de 2026, o Maextro S800 vendeu 1142 unidades, superando o Mercedes-Maybach Classe S (736 unidades), o Porsche Panamera (616 unidades), o Mercedes-Benz Classe S (521 unidades) e o BMW Série 7/i7 (436 unidades). Esta liderança é ainda mais significativa quando se considera que o S800 é um modelo relativamente novo, lançado em 2025.
Entre janeiro e abril de 2026, o Maextro S800 acumulou 5465 unidades vendidas, posicionando-se confortavelmente no topo do segmento de luxo. No mesmo período, o Mercedes-Maybach Classe S registou 3012 unidades, o BMW Série 7/i7 acumulou 2976 unidades, o Mercedes-Benz Classe S alcançou 2596 unidades, o Porsche Panamera registou 1362 unidades e o Audi A8 somou 1309 unidades.
Este sucesso não é um acaso. A Maextro é fruto da colaboração entre a Huawei, líder em tecnologia, e a JAC Motors, uma fabricante automóvel estabelecida. Esta sinergia permitiu combinar a expertise tecnológica da Huawei em software, sistemas de conectividade e inteligência artificial com a capacidade de produção e engenharia da JAC Motors. O resultado é um veículo que combina luxo, desempenho e tecnologia de ponta de uma forma que o mercado chinês ainda não tinha visto.
O Maextro S800 está disponível em duas versões: elétrica a bateria (BEV) e elétrica com extensor de autonomia (EREV). Esta flexibilidade permite aos consumidores escolher a opção que melhor se adapta às suas necessidades de carregamento e autonomia. A versão EREV, em particular, oferece uma solução inteligente para os desafios da infraestrutura de carregamento na China, proporcionando tranquilidade aos condutores em viagens longas.
O design interior do S800 é um testemunho do compromisso da Maextro com o luxo e o conforto. Materiais de alta qualidade, acabamentos impecáveis e tecnologia intuitiva criam uma experiência de condução premium. O sistema de infotainment, desenvolvido pela Huawei, oferece uma interface fluida e rica em funcionalidades, com integração perfeita com o ecossistema Huawei HarmonyOS.
Mas o que realmente diferencia o Maextro S800 é a sua tecnologia de condução autónoma. Equipado com os sistemas mais avançados da Huawei, o S800 oferece diferentes níveis de automação, desde assistência ao condutor até condução totalmente autónoma em certas condições. Esta tecnologia não só aumenta a segurança e o conforto, como também posiciona a Maextro na vanguarda da inovação automóvel.
O sucesso da Maextro demonstra uma mudança significativa no panorama automóvel global. A China não está apenas a competir no segmento de veículos acessíveis; está agora a entrar no espaço dos veículos de