
O mercado de automóveis novos em Portugal registou um crescimento notável de 5,1% em 2024, totalizando 209.715 unidades comercializadas. Este dinamismo reflete uma confiança renovada dos consumidores e uma adaptação do setor às novas tendências de mobilidade. A Peugeot manteve a liderança pelo quarto ano consecutivo, consolidando a sua posição com 10,3% de participação e um aumento de 4,4% nas vendas, demonstrando uma estratégia de mercado consistente e apelativa.
Em segundo lugar, a Mercedes-Benz alcançou um crescimento impressionante de 12,7%, assumindo uma posição de destaque num segmento cada vez mais competitivo. A Dacia ascendeu ao terceiro lugar com um aumento de 9,5%, impulsionada pela sua proposta de valor acessível e de qualidade. Por outro lado, a Renault, que liderou o mercado português por 16 anos até 2021, enfrentou um desempenho mais fraco em 2024, registando uma queda de 6,1% e caindo para a quarta posição. Este cenário evidencia uma mudança no panorama do setor, com novas marcas a ganhar quota de mercado.
Entre as demais marcas no Top 10, a Toyota e a Citroën superaram o crescimento do mercado, com aumentos de 12,8% e 6,3%, respetivamente. A Volkswagen e a Tesla acompanharam a média de crescimento, com 4,6% cada, enquanto a Volvo e a Nissan apresentaram aumentos expressivos de 36,7% e 25,2%, respetivamente. Um dos destaques mais significativos foi a entrada da BYD no Top 20, com um crescimento impressionante de 593,8%, alcançando a 20ª posição. Esta ascensão meteórica da BYD demonstra o crescente impacto das marcas chinesas no mercado europeu e a sua capacidade de oferecer produtos inovadores e competitivos.
No ranking de modelos, o Dacia Sandero encerrou 2024 como o carro mais vendido em Portugal, desbancando o Peugeot 2008, que caiu para a segunda posição após três anos consecutivos de liderança. O Tesla Model 3 avançou quatro posições para alcançar o terceiro lugar, sendo o modelo mais vendido em Portugal nos meses de maio, setembro e dezembro. Este desempenho notável do Tesla Model 3 reflete a crescente procura por veículos elétricos e a aceitação de novas tecnologias por parte dos consumidores portugueses.
O Renault Clio garantiu a quarta posição, com todos os modelos do Top 4 apresentando um desempenho acima do mercado. Em contrapartida, o Peugeot 208 e o Renault Captur registaram quedas anuais, enquanto o Nissan Juke registou uma subida impressionante de 22 posições, alcançando o 10º lugar. Outros destaques incluem o Citroën C3, que avançou cinco posições para o 8º lugar, o Peugeot 308, que subiu quatro para o 7º lugar, e o Dacia Duster, que ganhou três posições, terminando em 9º. Estes movimentos no ranking demonstram a dinâmica do mercado e a capacidade das marcas de se adaptarem às preferências dos consumidores.
O panorama de 2026 aponta para uma consolidação das tendências observadas em 2024, com um crescimento contínuo do mercado de veículos elétricos e uma maior diversificação das marcas presentes. A BYD, em particular, deverá continuar a sua trajetória de crescimento, desafiando as marcas estabelecidas e oferecendo alternativas inovadoras aos consumidores. Este cenário competitivo beneficia os consumidores, que terão acesso a uma gama mais ampla de veículos elétricos com diferentes características e preços.
Neste contexto de transformação, o mercado de frotas em Portugal também apresenta oportunidades significativas. As empresas procuram cada vez mais soluções de mobilidade sustentáveis para reduzir custos operacionais e cumprir metas de sustentabilidade. A transição para frotas elétricas é uma tendência crescente, impulsionada por incentivos governamentais e pela disponibilidade de infraestrutura de carregamento. As empresas que investirem em frotas elétricas em 2026 estarão melhor posicionadas para responder às exigências do mercado e às expectativas dos seus clientes.
A Mercedes-Benz lançou a nova geração do GLB, um modelo que representa um marco na estratégia de eletrificação da marca. Este novo GLB arranca a sua carreira apenas como elétrico, substituindo o EQB e antecipando o lançamento de versões a gasolina mild-hybrid e outras variantes elétricas. Esta abordagem demonstra o compromisso da Mercedes-Benz em liderar a transição para a mobilidade elétrica, oferecendo produtos inovadores que respondem às necessidades dos consumidores.
As encomendas para o novo Mercedes-Benz GLB abriram em dezembro de 2025, com preços a arrancar nos 57.500 euros para o GLB 250+ e a subir para os 65.450 euros no GLB 350 4MATIC. Estas versões partilham a plataforma MMA e a cadeia cinemática com o novo CLA, beneficiando de tecnologias de ponta e de um design moderno e aerodinâmico. A versão GLB 250+ equipa um motor elétrico traseiro com 200 kW (272 cv) de potência e 335 Nm de binário, com uma bateria de 85 kWh de capacidade útil, que se traduz em até 631 km de autonomia segundo o ciclo WLTP.
Por outro lado, o GLB 300 4MATIC adiciona um motor dianteiro, garantindo tração integral e uma potência combinada de 260 kW (354 cv) e 515 Nm de binário. A bateria mantém os 85 kWh de capacidade, resultando em até 614 km de autonomia WLTP. A arquitetura elétrica de 800 V permite recuperar cerca de 260 km de autonomia em apenas 10 minutos em carregadores rápidos DC, um diferencial competitivo importante para os consumidores.
No interior, o novo Mercedes-Benz GLB apresenta o MBUX Superscreen, um sistema com três ecrãs que ocupam toda a largura do tabliê, oferecendo uma experiência de utilização intuitiva e envolvente. Este sistema é virtualmente idêntico ao do novo CLA, conhecido pela sua interface amigável e pelas suas funcionalidades avançadas. A Mercedes-Benz demonstra assim a sua aposta em tecnologias que melhoram a experiência do utilizador e reforçam a identidade da marca.
A versatilidade é um dos principais argumentos do novo GLB, que mantém a capacidade de transportar até sete pessoas, contando com uma terceira fila de bancos. Esta característica posiciona o GLB como uma opção diferenciada no segmento dos SUV elétricos, que frequentemente oferecem configurações de cinco lugares. A Mercedes-Benz ressalva que a terceira fila é indicada para pessoas com até 1,71 m de altura, mantendo a coerência com o modelo anterior.
A bagageira dianteira (frunk) é um dos destaques da nova geração, com uma capacidade de 127 litros, posicionando-se entre as maiores do mercado. A bagageira tradicional oferece 540 litros na versão de cinco lugares, descendo para 480 litros na versão de sete lugares. Com os bancos rebatidos, estes valores ampliam-se para 1725 litros e 1605 litros, respetivamente, demonstrando a flexibilidade do espaço interior para diferentes necessidades de carga.
Para as empresas, a escolha de modelos como o novo Mercedes-Benz GLB representa um investimento estratégico que combina imagem de prestígio, sustentabilidade e tecnologia de ponta. A combinação de performance, autonomia e capacidade de transporte torna este modelo atrativo para gestores e equipas que procuram veículos que se adaptem a diferentes contextos de utilização. As empresas que apostarem em veículos elétricos de alta gama em 2026 estarão na vanguarda da transição energética e poderão beneficiar de vantagens competitivas significativas.
O mercado de usados também apresenta oportunidades interessantes, com uma procura crescente por veículos elétricos usados a preços mais acessíveis. As empresas podem beneficiar desta tendência ao adquirir frotas de veículos elétricos usados, aproveitando os incentivos fiscais e os programas de apoio à mobilidade elétrica. Esta abordagem permite reduzir os custos iniciais de investimento e acelerar a transição para uma frota mais sustentável.
O cenário de 2026 aponta para uma consolidação do mercado de veículos elétricos em Portugal, com uma maior diversificação de modelos e marcas, preços mais competitivos e uma infraestrutura de carregamento em constante expansão. As empresas que adotarem uma abordagem estratégica em relação à mobilidade elétrica estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios do futuro e aproveitar as oportunidades que este novo paradigma oferece.
A escolha do modelo certo dependerá das necessidades específicas de cada empresa, considerando fatores como o tipo de utilização, a autonomia necessária, a capacidade de transporte e o orçamento disponível. No entanto, uma coisa é certa: a mobilidade elétrica é o futuro, e as empresas que não se adaptarem a esta realidade em 2026 correrão o risco de ficar para trás num mercado em constante evolução.
As empresas que procuram soluções de mobilidade inovadoras em 2026 devem considerar a diversificação das suas frotas, incluindo uma combinação de veículos el