
Os Portugueses Continuam a Investir em Carros em 2026: O Mercado em Números
O mercado automóvel português encerrou o ano de 2025 com um crescimento robusto, marcando uma tendência de recuperação e confiança por parte dos consumidores. De acordo com os dados agora divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), o setor registou um incremento de 6,2% face ao ano anterior, consolidando a ideia de que os portugueses continuam a apostar em novas viaturas como motor da sua mobilidade. Este crescimento, que reflete um dinamismo renovado, tem implicações profundas não só para os fabricantes e importadores, mas também para a economia do país como um todo, gerando um impacto direto em setores como o retalho, serviços e indústria associada.
Neste contexto de expansão, emerge uma clara vencedora no panorama das vendas: a Peugeot. A marca francesa consolidou a sua posição de liderança, sagrando-se como a mais vendida em Portugal em 2025, com um total impressionante de 27.411 veículos entregues. Este feito não é um acaso, mas sim o resultado de uma estratégia bem-sucedida que combina design apelativo, tecnologia acessível e uma rede de concessionários eficiente, capaz de responder às necessidades de um mercado cada vez mais exigente. A capacidade da Peugeot em manter a preferência dos consumidores, mesmo face à concorrência acirrada, posiciona-a como um player dominante no mercado ibérico.
No entanto, para além da marca líder, é fundamental analisar o panorama completo das vendas, compreendendo quais os modelos que realmente conquistaram o coração e a garagem dos portugueses. Ao mergulharmos nos dados, percebemos que a liderança não é apenas uma questão de números totais, mas também de estratégia e posicionamento. A Peugeot, apesar de liderar em volume, enfrenta uma concorrência intensa, especialmente vinda do grupo Renault-Dacia, que demonstra uma capacidade notável de adaptação às novas tendências do mercado.
O Top 10 das marcas mais vendidas em 2025 revela um mercado diversificado, mas também concentrado em alguns grupos económicos fortes. A Renault, por exemplo, garantiu a segunda posição com um volume significativo de vendas, demonstrando que a sua estratégia de eletrificação e de modelos urbanos compactos está a dar frutos. A Mercedes-Benz, por sua vez, continua a ser uma marca de eleição para um segmento premium que procura qualidade e prestígio, enquanto a Dacia solidifica a sua presença com modelos de baixo custo que apelam a um público preocupado com a relação qualidade-preço.
Para além destas marcas estabelecidas, o mercado de 2025 também foi palco de algumas surpresas e mudanças notáveis. Marcas chinesas como a BYD e a MG registaram crescimentos exponenciais, sinalizando a crescente aceitação e qualidade dos veículos elétricos asiáticos. Este fenómeno reflete uma mudança de paradigma no setor automóvel, onde a inovação tecnológica e a acessibilidade estão a redefinir as regras do jogo. Por outro lado, algumas marcas tradicionais enfrentaram desafios, com quedas acentuadas nas vendas, demonstrando que a adaptação às novas exigências do mercado é crucial para a sobrevivência.
A análise detalhada das vendas de veículos elétricos em Portugal em 2026 revela um mercado em plena ebulição, marcado por um crescimento expressivo e uma consolidação de novas tecnologias e marcas. Este segmento, que tem sido um dos principais motores de inovação no setor automóvel, continua a atrair um número crescente de consumidores portugueses, que procuram alternativas mais sustentáveis e eficientes para a sua mobilidade. A evolução das vendas neste setor demonstra uma clara mudança de mentalidade, onde a preocupação ambiental e a procura por novas soluções tecnológicas estão a impulsionar a transição para a mobilidade elétrica.
Os dados agora divulgados revelam que o mercado de veículos elétricos em Portugal registou um crescimento notável em 2025, consolidando-se como um dos segmentos mais dinâmicos do setor automóvel. Este crescimento é reflexo de uma combinação de fatores, incluindo a crescente consciencialização ambiental dos consumidores, o aumento da oferta de modelos elétricos no mercado e a melhoria da infraestrutura de carregamento no país. A transição para a mobilidade elétrica não é apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada, que está a redefinir o panorama do transporte em Portugal.
Um dos principais destaques deste segmento é a performance impressionante de novos players no mercado. A marca chinesa BYD, por exemplo, registou um crescimento exponencial, consolidando a sua posição como uma das principais alternativas aos fabricantes tradicionais. Este sucesso deve-se em grande parte à sua estratégia de oferecer veículos elétricos com um excelente relação qualidade-preço, combinando tecnologia avançada, design apelativo e uma autonomia competitiva. A BYD demonstrou uma capacidade notável de adaptação às necessidades do mercado português, oferecendo modelos que apelam a diferentes segmentos de consumidores, desde urbanos compactos a SUVs familiares.
Outro player que se destacou positivamente é a MG, que também registou um crescimento expressivo nas vendas de veículos elétricos. A MG tem apostado em modelos com um design moderno e um preço acessível, tornando a mobilidade elétrica mais acessível a um público mais vasto. A sua estratégia de oferecer veículos elétricos com uma boa autonomia e funcionalidades tecnológicas avançadas tem sido bem recebida pelos consumidores portugueses, que procuram alternativas fiáveis e competitivas aos modelos tradicionais.
No entanto, nem todas as marcas experimentaram um crescimento positivo no mercado de veículos elétricos. A Tesla, por exemplo, apesar de continuar a ser uma referência no setor, registou uma queda nas vendas em 2025. Este declínio pode ser atribuído a uma combinação de fatores, incluindo a crescente concorrência no mercado, o aumento dos preços e a necessidade de atualizar a sua gama de modelos para responder às novas exigências dos consumidores. A Tesla continua a ser uma marca de eleição para muitos consumidores, mas a sua posição de domínio absoluto está a ser desafiada por novos players que oferecem alternativas cada vez mais competitivas.
A análise detalhada da tabela de vendas de veículos elétricos revela um mercado em plena transformação. Para além dos novos players, as marcas tradicionais também estão a apostar fortemente na eletrificação, com modelos que combinam tecnologia avançada, design moderno e uma autonomia competitiva. O mercado de veículos elétricos em 2025 demonstra que a mobilidade elétrica não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade consolidada que está a redefinir o panorama do transporte em Portugal. A crescente oferta de modelos, a melhoria da infraestrutura de carregamento e a crescente consciencialização ambiental dos consumidores estão a impulsionar esta transição, tornando o futuro da mobilidade em Portugal cada vez mais elétrico.
A análise do mercado automóvel português revela não apenas tendências de marcas e modelos, mas também um panorama complexo de crescimento e desafio entre os fabricantes. Se por um lado a Peugeot se consolida como líder de mercado, por outro, algumas marcas enfrentam dificuldades significativas que merecem uma atenção especial. A força de um mercado reside na sua diversidade e competitividade, e a compreensão das dinâmicas entre os diferentes players é fundamental para uma análise completa do setor.
Uma das narrativas mais impactantes do mercado automóvel português em 2025 é a performance da marca chinesa BYD. Com um crescimento de 94,1%, a BYD posicionou-se como a 16ª marca mais vendida no país. Este crescimento exponencial não é um acaso, mas sim o resultado de uma estratégia de mercado agressiva e de uma oferta de produtos que estão a conquistar cada vez mais consumidores. A BYD tem investido significativamente na Europa, oferecendo veículos elétricos com uma excelente relação qualidade-preço, tecnologia de ponta e um design apelativo. A sua ascensão meteórica no mercado português demonstra que os consumidores estão cada vez mais abertos a novas marcas e soluções de mobilidade, especialmente no segmento dos elétricos.
A MG, outra marca chinesa, também registou um crescimento notável de 73,2%, solidificando a sua presença no mercado. Embora tenha ficado a praticamente 2 mil unidades de distância da BYD, o seu desempenho é digno de nota. A MG tem apostado em modelos que combinam um design moderno, funcionalidades tecnológicas avançadas e um preço competitivo, atraindo um público que procura alternativas aos fabricantes tradicionais. O sucesso de ambas as marcas chinesas demonstra uma mudança de paradigma no setor automóvel, onde a inovação tecnológica e a acessibilidade estão a redefinir as regras do jogo.
No entanto, nem todas as marcas experimentaram um crescimento positivo em 2025. A Jaguar, por exemplo, enfrentou uma queda acentuada de 80% nas vendas, um declínio que reflete as dificuldades que a marca tem enfrentado em manter a sua relevância no mercado. A Jaguar, que tradicionalmente se posiciona no segmento de luxo, tem lutado para competir com a concorrência, tanto de marcas tradicionais como de novos players no mercado de elétricos. A sua incapacidade de se adaptar às novas tendências do mercado, especialmente no que diz respeito à eletrificação, tem impactado significativamente o seu desempenho.
A Suzuki, por sua vez, registou uma queda de 45,4% nas vendas. A Suzuki, que tem uma forte presença no segmento de veículos compactos